Representantes de associações de sulanqueiros divergem sobre situação da feira

Nesta terça-feira (28), em entrevista exclusiva à Rádio Cidade, representantes da Feira de Caruaru debateram sobre a mudança no dia de realização da Sulanca, após ser divulgado recentemente o resultado da pesquisa realizada pelo Instituto Indagator, que apontou o desejo de 72% dos feirantes e 75% dos compradores em alterar o dia de funcionamento para a sexta-feira. Participaram do debate no programa Manhã Cidade, o vice-presidente da Associação dos Sulanqueiros do Agreste, Alexsandro Leca, a presidente da Associação União dos Sulanqueiros de Caruaru (AUS), Fátima Amaral e o presidente da Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, Pedro Moura. André Salgado, que representa um grupo de feirantes do Parque 18 de Maio, também foi convidado para participar da discussão, mas não compareceu.
Para Alexsandro Leca, a Feira da Sulanca precisa ser no mesmo dia de Santa Cruz do Capibaribe, ou seja, nas sextas-feiras. “Quem vem comprar em Santa Cruz e Toritama na quinta e sexta, não espera pela Feira de Caruaru na segunda. A gente tem que acompanhar esses dias, ou vamos ficar para trás”, destaca. Questionado sobre as confecções precisarem trabalhar aos domingos para que a Sulanca aconteça na sexta-feira, Alexsandro explica que tudo é uma questão de organização. “Dá para descansar no domingo sim. O início pode ser estranho até que todo mundo se acostume. Mas se organizar, ninguém vai precisar trabalhar no domingo e todo mundo vai ter o dia de folga”, esclarece.
Segundo Pedro Moura, a terça-feira seria o melhor dia para realização da Feira da Sulanca. “Acredito que quinta e sexta não são dias de Feira da Sulanca. Esses são os dias em que os nossos clientes estão vendendo nas cidades. Se a feira fosse na terça, daria tempo do cliente vender, aproveitar o fim de semana e voltar na semana seguinte para repor as mercadorias”, destaca. Sobre a dificuldade em mudar o dia da feira em Caruaru, o presidente da Associação dos Sulanqueiros de Caruaru ressalta que as cidades do Polo de Confecções do Agreste têm características diferentes. “Santa Cruz do Capibaribe e Toritama são equipamentos privados; por isso, é mais fácil mudar o dia de realização. Já Caruaru é uma feira pública. Mudar o dia interfere em muitos fatores que precisam ser avaliados. Aproveito e faço um apelo ao prefeito Rodrigo Pinheiro e toda a sua equipe, que resolva isso o mais rápido possível, porque quanto mais o tempo passar, mais nós estamos perdendo e vamos perder muito mais”, reforça.
Outro tema que ganhou destaque durante o debate no Manhã Cidade é a falta de estrutura do espaço. Para a presidente da Associação União dos Sulanqueiros de Caruaru (AUS), Fátima Amaral, a estrutura influencia na vontade dos compradores em vir à Caruaru. “Não temos assistência nenhuma do poder público. Toda semana temos pequenos incêndios na Feira da Brasilit, que temos que controlar. É uma situação muito complicada”, explica. Sobre o dia de realização da Feira da Sulanca, Fátima Amaral diverge dos demais e defende que a feira deve acontecer às quintas-feiras. “A feira na quinta acabaria com muitos problemas que estão surgindo e não atrapalharia as feiras dos bairros”, explica.
Confira a entrevista na íntegra:
Por Juliana Santos
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