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Economia

Revisão de gastos permite desbloqueio de R$ 5,7 bilhões no Orçamento


  • 24 de julho de 2026 às 17h40min

A medida foi possível após uma revisão das projeções fiscais, que apontou queda em algumas despesas obrigatórias e aumento na estimativa de arrecadação. (Foto: reprodução)

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (24) a liberação de R$ 5,7 bilhões que estavam bloqueados no Orçamento de 2026, reduzindo o volume total de recursos contingenciados para R$ 17,9 bilhões. A medida foi possível após uma revisão das projeções fiscais, que apontou queda em algumas despesas obrigatórias e aumento na estimativa de arrecadação.

De acordo com o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), a reavaliação indicou redução de R$ 4,2 bilhões nas despesas com pessoal e encargos sociais, além de cortes de R$ 3,2 bilhões tanto nas projeções de gastos com benefícios previdenciários quanto com o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Além da revisão das despesas, o governo também elevou a expectativa para as receitas primárias, o que resultou em uma melhora significativa na projeção do resultado fiscal. A previsão de superávit primário para este ano passou de R$ 4,1 bilhões, estimados no relatório bimestral anterior, para R$ 10,8 bilhões.

Embora o valor ainda esteja abaixo da meta oficial de superávit de R$ 34,3 bilhões, o governo afirma que o objetivo continua sendo cumprido, já que a regra fiscal permite um resultado mínimo de déficit zero dentro da margem de tolerância.

O relatório também trouxe atualização das projeções para os principais indicadores econômicos. A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi levemente reduzida, passando de 2,29% para 2,27%. Já a projeção para a inflação subiu de 4,49% para 5,08%, ultrapassando o teto da meta de inflação, fixado em 4,5%.

Por Jorge Brandão