Salário é o principal fator na escolha de um emprego entre os brasileiros, aponta pesquisa

A remuneração é o fator mais importante para os brasileiros na hora de escolher ou permanecer em um emprego. É o que aponta uma pesquisa da Ipsos-Ipec, realizada em agosto, que também identificou preocupação com os efeitos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho e preferência pelo vínculo formal quando os ganhos são semelhantes.
Segundo o levantamento, 32% dos entrevistados apontam salário e benefícios como principal critério profissional. Em seguida, aparecem estabilidade e segurança no trabalho, com 18%, e oportunidades de crescimento profissional, citadas por 16%.
A pesquisa também mostra que oito em cada dez brasileiros demonstram preocupação com a possibilidade de a inteligência artificial substituir ocupações e profissões. Ao todo, 82% acreditam que as pessoas deveriam se preocupar muito ou um pouco com esse risco. Outros 17% dizem que a preocupação deveria ser pequena ou inexistente.
Quando questionados sobre o tipo de vínculo profissional, 39% afirmaram que o trabalho com carteira assinada é mais atraente do que a atividade autônoma, considerando uma remuneração semelhante. Já 27% preferem trabalhar por conta própria, enquanto 33% consideram as duas modalidades igualmente atrativas.
O interesse em ocupar cargos de liderança também foi avaliado. Somados, 46% dos entrevistados disseram ter muito ou algum interesse em assumir funções de gestão. Por outro lado, 52% afirmaram ter pouco ou nenhum interesse. Entre os jovens da Geração Z, o interesse chega a 60%.
A formação universitária também é vista como um diferencial para conseguir emprego. Para 63% dos entrevistados, um diploma de nível superior influencia muito nas chances de contratação, enquanto 20% consideram que a influência é pequena.
O levantamento ouviu duas mil pessoas com 16 anos ou mais, em 130 municípios brasileiros, entre os dias 6 e 10 de agosto de 2026. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e margem de erro máxima estimada em dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Por Mirelly Rodrigues
