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Economia

Salário mínimo deve subir para R$ 1.741 em 2027


  • 25 de agosto de 2026 às 08h01min

Valor está previsto na proposta do Orçamento e ainda será analisado pelo Congresso Nacional. (Foto: Reportagem Rádio Cidade)

O salário mínimo previsto pelo Governo Federal para 2027 é de R$ 1.741. O valor foi confirmado nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após uma reunião sobre o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) do próximo ano.

A proposta foi discutida com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes da Junta de Execução Orçamentária. O novo valor representa um aumento de R$ 120 em relação ao salário mínimo de 2026, fixado em R$ 1.621.

O reajuste seguirá a política de valorização prevista na legislação. O cálculo considera a inflação acumulada e o crescimento da economia, respeitando os limites estabelecidos pelo arcabouço fiscal.

A mudança não ficará restrita aos trabalhadores que recebem o piso nacional. O aumento também deverá elevar os valores de aposentadorias, pensões e benefícios sociais que utilizam o salário mínimo como referência.

O valor de R$ 1.741 ainda é uma previsão. Para entrar em vigor, a proposta orçamentária precisa ser encaminhada e aprovada pelo Congresso Nacional. O piso definitivo também poderá sofrer alterações até o início de 2027, dependendo do resultado da inflação utilizada no cálculo.

PROPOSTA ORÇAMENTÁRIA

Segundo Dario Durigan, as principais definições relacionadas ao Orçamento de 2027 foram discutidas durante o encontro com o presidente Lula. O ministro afirmou que a proposta está adequada às regras fiscais e prevê um resultado positivo para as contas públicas.

A equipe econômica também projeta que as despesas obrigatórias terão um crescimento menor do que o aumento geral do orçamento. Esses gastos incluem compromissos que o governo não pode deixar de pagar, como aposentadorias, benefícios sociais e salários do funcionalismo.

Algumas fontes de arrecadação ainda permanecem em análise. Entre elas estão possíveis mudanças envolvendo a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), os Juros sobre Capital Próprio e o imposto seletivo.

De acordo com o ministro, esses pontos não foram definidos na reunião desta segunda-feira. As medidas deverão ser discutidas posteriormente pela equipe econômica antes da apresentação final do Projeto de Lei Orçamentária.

Por Mirelly Rodrigues