Sobe número de internados após suspeita de intoxicação em piscina de academia em São Paulo

Aumentou o número de pessoas hospitalizadas após um possível caso de intoxicação em uma piscina de academia no bairro Parque São Lucas, na Zona Leste de São Paulo. Uma mulher de 27 anos morreu depois de passar mal durante uma aula de natação, e pelo menos outras cinco pessoas, incluindo o marido dela, seguem internadas com sintomas respiratórios. Segundo a polícia, a principal suspeita é a inalação de gases liberados por uma mistura de produtos químicos usada na limpeza da piscina. A unidade foi interditada por funcionar sem alvará.
De acordo com médicos, o uso inadequado de cloro ou a combinação com outras substâncias pode liberar gases tóxicos, provocando irritação nos olhos e na garganta, tosse, falta de ar, chiado no peito e, em casos mais graves, insuficiência respiratória. Especialistas alertam que cheiro muito forte, ardência intensa, sensação de “ar pesado” ou água turva e espumosa são sinais de que algo pode estar errado. Diante de qualquer mal-estar, a orientação é sair imediatamente do local e procurar atendimento médico.
Após o episódio, o Ministério Público de São Paulo abriu inquérito civil para investigar a rede responsável pela academia e apurar possíveis irregularidades, como ausência do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros e falhas de segurança sanitária. A polícia também apura as circunstâncias da morte e o manuseio dos produtos químicos, enquanto órgãos municipais realizam vistorias nas demais unidades da franquia.
Por Millena Galvão
