SUS amplia atendimento a pacientes com fibromialgia

O governo federal anunciou novas diretrizes para ampliar o tratamento da fibromialgia no Sistema Único de Saúde (SUS). A síndrome, que atinge entre 2,5% e 5% da população brasileira, é marcada por dor generalizada, fadiga, distúrbios do sono e alterações cognitivas, afetando principalmente mulheres entre 30 e 50 anos. O diagnóstico é clínico, feito a partir do relato do paciente e da avaliação médica, já que não existem exames específicos para identificar a doença.
Entre as medidas recentes está a Lei 15.176/2025, sancionada pelo presidente Lula, que reconhece a fibromialgia como deficiência. A mudança garante acesso a direitos como cotas em concursos, benefícios previdenciários e isenção de impostos na compra de veículos adaptados, mediante avaliação.
O Ministério da Saúde também lançou uma cartilha que orienta a organização do cuidado no SUS, com foco na capacitação de profissionais e na oferta de tratamento multidisciplinar. A proposta inclui fisioterapia, apoio psicológico, terapia ocupacional e incentivo à prática regular de atividade física. Especialistas destacam que a combinação de terapias não medicamentosas com fármacos é essencial para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Por Millena Galvão
