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Taxa de ocupação de pessoas com deficiência fica bem abaixo da média nacional


  • 19 de setembro de 2026 às 08h26min

Os dados fazem parte do estudo “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil”, divulgado pelo IBGE. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A participação das pessoas com deficiência no mercado de trabalho brasileiro ficou bem abaixo da registrada entre quem não possui deficiência. Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 29% das pessoas com deficiência estavam ocupadas em 2022.

Entre a população sem deficiência, o percentual de pessoas trabalhando chegava a 55,8%. A diferença entre os dois grupos era de 26,8 pontos percentuais. O acesso ao emprego também varia de acordo com o grau de limitação. Entre as pessoas com deficiência profunda, apenas 21,2% estavam ocupadas. O índice era de 30,5% entre aquelas com deficiência severa.

As taxas também apresentaram diferenças conforme o tipo de dificuldade. O menor percentual de ocupação foi identificado entre pessoas com limitações relacionadas às funções mentais, com 12,9%. Já entre aquelas que apresentavam dificuldade para enxergar, o nível de ocupação chegou a 35,9%.

O levantamento do IBGE também mostra uma diferença significativa entre homens e mulheres com deficiência. Enquanto 35,4% dos homens estavam ocupados, o percentual entre as mulheres era de 24,4%. Entre as mulheres sem deficiência, a taxa alcançava 47%.

A presença de crianças com deficiência no domicílio também aparece associada a diferenças na participação feminina no mercado de trabalho. A taxa de ocupação das mulheres que viviam em lares com crianças com deficiência era de 43,1%, contra 55,2% entre aquelas que moravam com crianças sem deficiência.

No recorte por cor ou raça, mulheres pretas ou pardas com deficiência apresentaram nível de ocupação de 25,6%, enquanto entre as mulheres brancas o índice foi de 22,7%. Entre os homens com deficiência, a taxa foi de 36% para pretos ou pardos e de 34,6% para brancos.

Os dados fazem parte do estudo “Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil”, divulgado pelo IBGE, e mostram diferenças relevantes na inserção profissional da população com deficiência.

Por Jorge Brandão