TCE-PE aponta que 37% dos municípios do Estado não têm profissionais aptos para diagnosticar autismo

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) divulgou um levantamento que avaliou a situação do atendimento das pessoas com Autismo no Estado. Segundo o resultado do estado, as cidades pernambucanas ainda estão em fase inicial de políticas públicas sobre o tema.
De acordo com o estudo, ainda faltam dados sobre a quantidade de pacientes com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em cada cidade e também faltam ações eficazes para diagnosticar e tratar o transtorno.
O TCE-PE também observou que é ausente ou insuficiente a presença de profissionais especialistas na doença e até de uma equipe multidisciplinar mínima. Os dados revelaram ainda que 37% dos municípios em Pernambuco não possuem nem um profissional para diagnosticar o transtorno. No caso de terapias ocupacionais, dos 184 municípios, apenas 39 tem um quadro de profissionais para isso.
O Tribunal também divulgou que em todo o estado, 846 profissionais atendem pessoas com TEA no Estado e apenas 10% são formados com essa finalidade. A pesquisa também diagnosticou que 86% dos municípios admitiram não ter capacitado os profissionais com relação ao TEA nos últimos três anos.
Pelo menos 10 mil pessoas aguardam na fila de espera para um atendimento com especialistas, isso em 102 municípios do estado, revelou o estudo.
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