Teste molecular de HPV identifica quase quatro vezes mais casos de infecção, aponta estudo

Um estudo realizado em diferentes regiões do Brasil apontou que o teste molecular para detecção do HPV consegue identificar quase quatro vezes mais casos de infecção pelo vírus do que o exame Papanicolau. A pesquisa analisou mais de 4 mil amostras coletadas de mulheres entre 20 e 69 anos nas regiões Sul, Sudeste e no entorno de Brasília.
De acordo com os dados, a taxa de resultados positivos no teste molecular ficou em torno de 25%, enquanto o Papanicolau apresentou média de 5,7%. O levantamento também identificou que cerca de 18% dos exames detectaram tipos de HPV considerados de alto risco, associados ao desenvolvimento do câncer de colo do útero.
O novo método já é recomendado pela Organização Mundial da Saúde e começou a ser implementado no Sistema Único de Saúde em 12 estados brasileiros. A previsão do Ministério da Saúde é ampliar a oferta para todo o país até o fim de 2026. Além da maior sensibilidade no diagnóstico, o exame permite identificar o vírus antes do surgimento de lesões, aumentando as chances de tratamento precoce e cura.
O teste molecular utiliza coleta semelhante à do Papanicolau e consegue detectar 14 tipos de HPV de alto risco. Especialistas também destacam que a estratégia pode ampliar o acesso ao rastreamento em áreas remotas e reduzir a necessidade de exames repetidos, contribuindo para prevenção e controle do câncer de colo do útero no país.
Por Millena Galvão
