Um mês após ataques de tubarão, praias de Boa Viagem e Piedade ainda registram medo entre banhistas

Um mês após o ataque de um tubarão-cabeça-chata que feriu um menino de 11 anos na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e às vésperas de completar um mês do incidente com um tubarão-tigre que deixou gravemente ferida a estudante de Direito Marcela Vitória, de 19 anos, na Praia de Boa Viagem, no Recife, o clima nas duas praias ainda é de cautela. O receio de entrar no mar permanece entre moradores e turistas, enquanto parte da estrutura destinada ao salvamento continua apresentando problemas.
Na Praia de Piedade, o movimento de banhistas no mar permanece reduzido. O trecho onde ocorreu o ataque conta com placas alertando sobre o risco de incidentes com tubarões, e comerciantes da região afirmam que seguem orientando frequentadores a evitarem o banho de mar, principalmente quando a água está turva.
As vítimas dos dois incidentes continuam em recuperação. Marcela Vitória permanece internada no Hospital da Restauração, no Recife. Ela iniciou sessões de fisioterapia, já consegue caminhar com o auxílio de muletas e deverá passar por uma nova cirurgia para colocação de uma prótese definitiva, mas ainda não há previsão para o procedimento.
O menino de 11 anos atacado em Piedade também segue em tratamento. Após passar por cirurgia no tendão da mão esquerda, ele realiza sessões de fisioterapia. A família informou que pretende mudar de residência para facilitar a adaptação do garoto ao uso de muletas e, futuramente, de uma prótese.
Enquanto isso, parte dos postos de guarda-vidas instalados entre as praias de Boa Viagem e do Pina continua apresentando problemas estruturais, como pichações, sinais de deterioração e ausência de escadas de acesso. Algumas unidades permanecem em reforma, enquanto outras seguem funcionando normalmente com equipes do Corpo de Bombeiros realizando o monitoramento da faixa de areia.
O Centro Integrado de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) foi procurado para informar quais ações estão sendo adotadas para prevenir novos ataques, mas não se manifestou.
Por Mirelly Rodrigues
