União Europeia considera “proporcional” medida que restringe produtos brasileiros

A possibilidade de o Brasil adotar medidas de reciprocidade contra a União Europeia provocou uma reação de Bruxelas nesta sexta-feira (4). O governo brasileiro avalia contramedidas após o bloco suspender a entrada de carnes e outros produtos de origem animal provenientes do país.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de retaliação anunciada pelo Brasil, o porta-voz para o Comércio da Comissão Europeia, Olof Gill, afirmou que as medidas adotadas pela União Europeia são “proporcionais e não discriminatórias”.
De acordo com Gill, as regras relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal começaram a ser implementadas pela União Europeia em 2018. A regulamentação passou a ser obrigatória para os produtores europeus em 2022 e, desde quinta-feira (3), também passou a valer para produtos de origem animal importados de outros países.
A mudança nas exigências europeias ocorre em meio à discussão sobre as condições sanitárias e os padrões de produção adotados por fornecedores estrangeiros. O governo brasileiro, por sua vez, considera a possibilidade de responder às restrições com medidas equivalentes contra produtos europeus.
O impasse aumenta a tensão comercial entre Brasil e União Europeia justamente em um setor de grande relevância para as exportações brasileiras, especialmente o de carnes e outros produtos de origem animal.
Por Jorge Brandão
