Universidades federais discutem regras para uso de inteligência artificial no ensino

Um levantamento aponta que cerca de quatro em cada dez universidades federais do Brasil já criaram ou discutem protocolos para orientar o uso de ferramentas de inteligência artificial generativa por estudantes, professores e pesquisadores. Os documentos tratam principalmente de transparência no uso dessas tecnologias em atividades acadêmicas e da proteção de dados sensíveis.
De acordo com o estudo, 30 das 69 universidades federais já possuem diretrizes publicadas ou estão elaborando regras sobre o tema. Entre elas estão instituições como a Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade Federal de São Paulo, a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Federal da Bahia.
Em muitos casos, os protocolos recomendam que os professores definam nos planos de aula quais usos de ferramentas de inteligência artificial são permitidos. Sem autorização explícita, a utilização dessas tecnologias em provas ou avaliações pode ser considerada má conduta acadêmica, semelhante a plágio.
O tema também faz parte da primeira regulamentação nacional sobre o uso de inteligência artificial na educação, que está em discussão no Conselho Nacional de Educação. As diretrizes devem orientar instituições públicas e privadas na criação de normas internas para o uso responsável da tecnologia no ambiente acadêmico.
Por Millena Galvão
