Uso de medicamento experimental para lesão medular é autorizado pela Justiça

Diogo Barros Brollo, vidraceiro, ficou paraplégico após um acidente de trabalho, perdendo todos os movimentos da altura do peito para baixo. Foi então que ele soube da existência da polilaminina, um medicamento experimental.
Como a substância ainda está em fase de testes, a família entrou na Justiça para conseguir o tratamento. A liminar saiu em 15 de dezembro, e dois dias depois Diogo foi operado. O medicamento é feito a partir da laminina, uma proteína produzida pelo corpo. Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro descobriram que combinações dessas proteínas podem ajudar a regenerar células da medula espinhal em casos de lesão.
A polilaminina é injetada diretamente no local da lesão, em centro cirúrgico, e deve ser aplicada em até 72 horas após o trauma, antes da cicatrização. O medicamento está em estudo clínico, aprovado pelo Ministério da Saúde e pela Anvisa, nesta fase sendo testada a segurança do remédio. Embora ainda não haja resultados definitivos, 17 pacientes no Brasil já conseguiram na Justiça o direito de receber a polilaminina. Um dos procedimentos foi feito em um hospital particular em São Paulo.
