Vacina Coronavac não será adquirida pelo Brasil
Na manhã desta quarta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) descartou a compra de vacinas pelo governo até que haja comprovação de eficácia. A afirmação se refere a vacina Coronavac, da farmacêutica chinesa Sinovac. De acordo com o presidente, “a vacina precisa de comprovação científica para ser usada.”
A declaração foi feita durante visita às instalações do Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP), em Iperó, no interior de São Paulo. Na ocasião, o presidente estava acompanhado pelo chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, e pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.
Na última terça-feira (20), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, havia anunciado o investimento de R$ 2,6 bilhões para colocar mais 46 milhões de doses da Coronavac no programa de imunização. No Brasil, ela é produzida pelo Instituto Butantan.
O presidente Bolsonaro afirmou também ter mandado cancelar um protocolo de intenções do ministério, que falava sobre a compra da vacina. No entanto outras vacinas devem ser adquiridas.
No Brasil, atualmente, existem quatro testes de vacinas em andamento. Além da Sinovac, há uma desenvolvida em parceria entre a Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca, a Vacina BioNTech e Wyeth/Pfizer e ainda a Vacina Jansen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson&Johnson.
Por Gabriela Mendes
[instagram-feed feed=1]

