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Veja quais são as propostas de Lula e Flávio Bolsonaro para a segurança pública


  • 14 de outubro de 2026 às 08h30min

Integração entre forças policiais, combate ao crime organizado, controle das fronteiras e mudanças na legislação penal estão entre as medidas previstas. (Foto: Reprodução)

O enfrentamento da violência e do crime organizado ocupa espaço nos planos de governo de Lula e Flávio Bolsonaro para 2027 a 2030. Os dois documentos defendem o fortalecimento da atuação do Estado, mas apresentam diferenças nas medidas que consideram prioritárias para reduzir a criminalidade.

O plano de Flávio Bolsonaro apresenta propostas voltadas ao endurecimento do enfrentamento ao crime. Entre elas estão o enquadramento de facções criminosas como organizações narcoterroristas, a redução da maioridade penal para 16 anos e a possibilidade de responsabilização a partir dos 14 anos em determinados crimes graves, conforme a proposta descrita no documento.

O plano também prevê reforço da fiscalização em fronteiras e portos, ampliação dos investimentos em equipamentos e inteligência policial, uso de reconhecimento facial e mudanças nas regras de cumprimento de penas. O documento defende medidas mais rígidas para crimes considerados graves e inclui propostas como a castração química para condenados por estupro. Também há previsão de iniciativas de apoio às famílias de vítimas de crimes e de fortalecimento dos canais de denúncia de violência contra a mulher.

Já o plano de Lula propõe ampliar a integração entre União, estados e municípios por meio do Sistema Único de Segurança Pública. A estratégia prevê compartilhamento de dados, investimentos em inteligência, cooperação entre instituições e fortalecimento das investigações. O documento também defende ações para desarticular as estruturas financeiras das organizações criminosas, combater o financiamento ilegal e reforçar o controle das fronteiras.

A proposta inclui ainda medidas de prevenção à violência, com atenção especial aos jovens e à ampliação de oportunidades sociais. O plano também prevê aperfeiçoar a organização das responsabilidades dos entes federativos na segurança pública e fortalecer mecanismos de controle e responsabilização da atividade policial, incluindo o uso de câmeras corporais.


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