Venda de carros elétricos e híbridos dispara e chega a 23,5% do mercado

As vendas de veículos eletrificados continuam em expansão no Brasil e já representam quase um quarto do mercado nacional. Dados divulgados nesta sexta-feira (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que 23,5% dos automóveis comercializados em julho eram elétricos ou híbridos.
Ao todo, foram vendidos 265 mil veículos leves no mês. Considerando também ônibus e caminhões, o volume de emplacamentos chegou a 279,5 mil unidades, o maior registrado em 2026 até o momento. Em relação a junho, as vendas cresceram 2,6%, enquanto na comparação com julho do ano passado o avanço foi de 14,9%.
O levantamento indica um crescimento acelerado da participação dos eletrificados no mercado. Em janeiro, eles representavam 16,9% das vendas de automóveis. Em julho, cerca de 62,1 mil veículos dessa categoria foram comercializados, dos quais aproximadamente 25 mil eram totalmente elétricos.
No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a comercialização de veículos eletrificados aumentou 120,8% em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, essa categoria respondia, em média, por 11,1% das vendas totais de automóveis.
As importações também seguem em alta. Em julho, o Brasil recebeu 63,4 mil veículos comerciais importados, volume 10% superior ao registrado em junho e 40,5% maior que o de julho de 2025. Desde o início de 2026, mais de 344 mil veículos importados chegaram ao país, um crescimento de 25% na comparação com igual período do ano anterior. A China foi o principal destaque, com aumento de 105,4% nos embarques para o mercado brasileiro, seguida pelo México, que ampliou as exportações ao Brasil em 23,8%.
A produção nacional também apresentou desempenho positivo. As fábricas brasileiras produziram 253,9 mil veículos em julho, resultado 3,1% superior ao de junho. Na comparação anual, o crescimento foi de 5,9%, enquanto o acumulado de 2026 registra alta de 8,3%, indicando o fortalecimento da indústria automotiva ao longo do ano.
Por Jorge Brandão
